Que a internet modificou irreversivelmente os modos de distribuição da produção cultural, nós já percebemos. Mesmo com as intervenções contra a pirataria e as manifestações a favor da liberdade individual, o que mais chama a atenção de nós, publicitários, é o fenômeno da cauda longa.
O livro de Chris Anderson é muito importante para os negócios em tempos de internet: fala que a receita total dos milhares de produtos de nicho que vendem poucas unidades é igual à receita dos poucos e grandes sucessos. A cauda longa já é um conceito um tanto difundido, visto que o livro é de 2006, mas ainda não esgotou seus desdobramentos.
Há duas semanas, em 12/05, a França aprovou uma lei que pune com o corte do acesso à internet o cidadão que baixar conteúdo pirata de forma reincidente. Leia mais aqui. Uma lei que busca favorecer os artistas, mas que deixa muita brecha para qualquer hacker, enquanto o cidadão é tranformado em criminoso por assumir uma prática usual. Vale lembrar que no ano passado, na Inglaterra, a fatura dos artistas com shows superou a dos direitos autorais. Veja aqui.
Cabe a nós um posicionamento crítico e ético, que pode ser ajudado pelo livro de Chris Anderson que mostra as grandes oportunidades do mercado de nichos para os novos produtores - vide o caso Mallu Magalhães -, e fica claro para nós que os antigos produtores devem se renovar.
Vale lembrar o caso do Radiohead, que lançou suas novas músicas pela internet. As pessoas pagavam quanto queriam pelas músicas e eles faturaram mais do que o último cd lançado fisicamente.
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